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Caracterizada pelo desenvolvimento anormal da glândula mamária em homens, a ginecomastia é uma condição benigna que pode ser tanto transitória como permanente, causando transtornos de ordem estética e emocional. Embora esta alteração seja frequentemente confundida com acúmulo de gordura, ela está associada a alterações e desequilíbrios hormonais.

Mamas masculinas com marcações antes de cirurgia

Imagem: Shutterstock

Esta é uma condição que se diferencia da chamada lipomastia, que é uma consequência do ganho de peso e do aumento do percentual de gordura no organismo. A ginecomastia é causada pelo desequilíbrio entre a quantidade de testosterona (hormônio das características masculinas) e estrogênio — o hormônio feminino.

Entenda a seguir como isso ocorre e descubra as principais formas de tratar o problema!

Ginecomastia: o que é e quais as principais causas

Como foi explicado, a ginecomastia é uma condição masculina em que há hipertrofia das glândulas mamárias. É muito comum que esta alteração se manifeste em meninos com idade aproximada de 13 ou 14 anos, como consequência das alterações hormonais da puberdade.

Nestes casos, as mamas podem crescer por cerca de 6 meses, retornando ao tamanho normal em seguida — embora exista uma pequena parcela de casos em que a hipertrofia das glândulas mamárias persiste até a vida adulta. Por mais que esta seja uma alteração transitória, ela é capaz de trazer muitos prejuízos psicológicos e sociais ao adolescente, que pode se sentir constrangido devido ao aumento mamário.

A alteração também pode se manifestar em recém-nascidos, como resultado do contato com hormônios femininos da mãe ao longo da gestação. Assim como na adolescência, a ginecomastia nesses casos geralmente é passageira, sendo recomendado apenas o acompanhamento do indivíduo para observar a evolução do problema.

Quando o crescimento das mamas afeta homens mais velhos, a queda dos níveis de testosterona no organismo pode ser a causa da condição. Embora esta seja uma consequência natural do envelhecimento, a redução deste hormônio também pode ser resultante de situações como:

  • Doença hepática;
  • Insuficiência renal;
  • Exposição a esteroides anabolizantes;
  • Quimioterapia;
  • Tratamentos com radiação nos testículos;
  • Defeitos congênitos;
  • Hipertireoidismo;
  • Uso de medicamentos específicos, cujos efeitos colaterais podem afetar o equilíbrio hormonal;
  • Presença de tumores.

Sintomas e diagnóstico da ginecomastia

A ginecomastia normalmente é bilateral, afetando ambos os seios do paciente, embora isso não seja uma regra. Quando submetida a um exame físico, a alteração se apresenta como um tecido endurecido e elástico, geralmente em formato discoide. Cerca de 10 a 20% dos pacientes relatam dor ou desconforto à palpação.

O diagnóstico deve ser feito com auxílio de exames de imagem, que permitem verificar se o aumento da mama realmente representa uma ginecomastia. Uma vez que existem diversas causas que podem levar à hipertrofia das glândulas mamárias, a investigação do problema deve ser ampla e abrangente, permitindo que o tratamento seja o mais preciso e personalizado possível.

Ginecomastia: quando é necessário tratar o problema?

Nem sempre é necessário tratar a ginecomastia, uma vez que ela pode ser transitória e não traz riscos imediatos à saúde do paciente. É importante destacar que a presença da alteração não implica em risco aumentado para o desenvolvimento de tumores ou de qualquer outra complicação relacionada.

Por outro lado, o crescimento das mamas não é uma situação esperada nos homens, podendo trazer consequências no que diz respeito ao bem-estar emocional do indivíduo. O tratamento costuma ser indicado justamente para esses pacientes que se sentem desconfortáveis em relação à sua aparência, passando a sofrer de transtornos psicológicos e problemas de autoestima.

Como é o tratamento da ginecomastia?

O tratamento da condição depende de sua causa, gravidade e dos desconfortos relatados pelo paciente. Nos casos em que a ginecomastia é causada pelo uso de medicamentos, por exemplo, interromper a utilização da droga agressora pode ser a solução para reverter o quadro — embora isso nem sempre seja possível, dependendo da condição que está sendo tratada pelo fármaco.

A terapia hormonal também pode ser recomendada para combater o crescimento anormal das mamas, sendo indicada para casos em que a condição está associada a um desequilíbrio entre hormônios masculinos e femininos. Casos em que o paciente relata dor também podem demandar tratamento medicamentoso.

A avaliação clínica do paciente, portanto, é essencial para determinar se há a necessidade de tratar o problema e definir as metodologias que serão aplicadas. O tratamento deve ser sempre direcionado à patologia base, de modo a impedir a evolução da ginecomastia e garantir qualidade de vida ao indivíduo.

Homens que apresentam crescimento mamário considerado moderado a grave, porém, dificilmente apresentarão regressão total da condição. Nesses casos, somente uma cirurgia plástica poderá solucionar os incômodos em relação à aparência das mamas.

Cirurgia de ginecomastia: entenda o procedimento

O tratamento cirúrgico da ginecomastia consiste em uma mamoplastia para reduzir o tamanho das mamas por meio da remoção de tecido. Dependendo das condições de saúde do paciente e do conteúdo de gordura presente na região, o procedimento pode ser associado a uma lipoaspiração.

Assim como ocorre em todos os tipos de cirurgia plástica, a cirurgia para correção da ginecomastia exige cuidados pré e pós-operatórios específicos. De maneira resumida, são necessários exames de sangue, coração e função renal para avaliar as condições de saúde do paciente e identificar problemas que podem interferir no processo de recuperação. Também pode ser solicitado um ultrassom de mamas, bem como outros exames complementares.

O procedimento é feito em ambiente hospitalar, com o paciente sedado e anestesiado, e consiste na realização de um corte por onde o excesso de tecido mamário será removido. Caso necessário, o cirurgião plástico também poderá extrair o excedente de pele e reposicionar a aréola para garantir um melhor resultado.

Tanto a cirurgia como sua recuperação são relativamente rápidas, com resultados que podem ser percebidos imediatamente após o procedimento. É muito comum, porém, que o paciente apresente inchaço e alteração na sensibilidade das mamas nos primeiros dias. São necessárias duas semanas, em média, para que este inchaço regrida e o indivíduo possa se movimentar com mais liberdade.

Outros cuidados pós-operatórios — como uso de colete elástico e administração de medicamentos — são passados para o paciente no momento da alta. O resultado da cirurgia pode ser observado após 6 meses do procedimento, quando a cicatrização já está completa.

Para saber mais sobre os tratamentos para ginecomastia e descobrir se a cirurgia é indicada para seu caso, entre em contato e agende uma consulta com o cirurgião plástico Dr. Rogério Mendes.

Fontes:

MD Saúde;

Sociedade Brasileira de Mastologia.